América Latina: Em tentativa de reduzir influência estadunidense, Bolívia financia seu próprio esquadrão antidroga
O governo boliviano vai financiar um esquadrão antidroga pela primeira vez no ano que vem em uma tentativa de reduzir a participação estrangeira em seu combate ao narcotráfico. O principal país estrangeiro envolvido nos negócios antidrogas bolivianos são os Estados Unidos, embora atualmente também receba alguma ajuda da União Européia.

folhas de coca secam à beira da estrada na região boliviana do Chapare
Essa postura é uma refutação direta dos EUA, que procura erradicar toda a coca enquanto cultivo ilícito de que se derivam as drogas. Também desafia a Convenção Única da ONU sobre os Entorpecentes de 1961, que classifica a planta da coca como entorpecente.
Os Estados Unidos comprometeram cerca de $25 milhões em ajuda antidroga para a Bolívia neste ano, mas no ano que vem a Bolívia vai se virar sozinha, financiando o esquadrão antidroga com $16 milhões.
“Uma das responsabilidades da Bolívia é fazer frente ao tráfico com nossos próprios recursos, com nossa visão, com nosso trabalho duro”, disse Ilder Cejas, assessor antidroga do Ministério do Interior, à Reuters. Os Estados Unidos poderão colaborar com verbas e assessores, mas apenas dentro de programas concebidos pelo governo, acrescentou.
Embora o governo estadunidense tenha criticado a política de produção de coca da Bolívia, o cônsul estadunidense disse que os Estados Unidos continuam apoiando os trabalhos contra o tráfico “Valorizamos a Polícia e a Força Especial de Combate ao Narcotráfico pelo que fazem contra o tráfico, são bons parceiros e queremos continuar colaborando neste campo e em outros”, disse o cônsul Philip Goldberg segundo comentários citados pelo diário La Razón na sexta-feira passada.

















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